Publicado por: Olga Pessoa | 28/02/2013

Fica!

Fique um pouco mais. Na geladeira tem aquele suco que você gosta, aquele queijo polenguinho que você ama colocar no pão e temos pizza de ontem também. Fique. Deve chover daqui a pouco, pelo menos eu ouvi dizer. Mas se não, deve estar quente demais. Fica. Eu ligo o ar condicionado ou fico te abanando, se você quiser. Fique um pouco mais. Ou muito mais. Tem algum maço de cigarro teu perdido em meu armário. Tem aquele short meu que você gosta de dormir. E eu comprei DVDs legais esse mês, fica pra gente ver junto.
Fica, vai. Eu lavo a louça e posso ler pra você, também. Posso fazer pão de queijo ou pizza de mentirinha. Eu arrumei a cama pra gente. Ou podemos ficar aqui neste sofá cor de vinho. Fique. Lá fora, está perigoso demais, eu vi no noticiário. Há trombadinhas por toda a cidade, que assaltam em ônibus ou esquinas. E os taxistas também são maus e podem tentar te assediar ou algo assim.
Fica aqui comigo. Eu estou doente. Olha? Estou começando a ficar com febre, tosse ou câncer, sei lá. Minhas mãos estão tremendo e eu sinto que meu coração está acelerado demais esta noite. Fica para cuidar de mim? Fica, vai. Tua mãe pode esperar. Teu ex pode esperar. Teus amigos que dão em cima de você, também, podem esperar. Até as tuas amigas que não gostam de mim podem esperar. Fica, vai. Manda mensagem ou liga para todos eles e diz que foi por aí.
Fica. Tem biscoitos de chocolate na cozinha. Tem livros legais na prateleira. Tem jogo de tabuleiro, baralho ou coisa assim. Tem coisa de beber, de fumar. Fica, droga. Tem seriados legais no 44. Eu prometo não te machucar fazendo cócegas. Prometo acarinhar o lóbulo da tua orelha e te fazer massagens também. Ou te colocar no meu peito e te fazer carinho na nuca até você dormir. A gente pode transar, se você quiser. A gente pode falar mal dos outros ou da gente mesmo. A gente pode ficar em silêncio, também.
Você realmente quer ir? Tudo bem. Pode ir. Mas me deixe sua boca. Teus braços. Tua voz. Tuas pernas. Teu peito. Ou melhor, vai não. Fica aí, que você é meu pedaço de luz. Que você é o todo do tudo que preciso.
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Publicado por: Olga Pessoa | 21/02/2013

Tão sonhada…

Tão sonhada...

Publicado por: Olga Pessoa | 06/02/2013

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Publicado por: Olga Pessoa | 11/01/2013

A verdade!

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Por que nem sempre é bom, nem sempre é perfeito. Às vezes, dói um bocado, às vezes você até acha que não vai suportar, que tudo é apertado demais. Você olha pra trás, olha pra frente e vê um abismo que separam dois mundos diferentes. Você olha pro agora e acha que não está na vida certa, que alguém roubou o seu papel e que o jeito é ir se ajeitando como pode para um dia, quem sabe, sair da figuração da sua vida e voltar a ter o papel principal, o comando, as palmas e as alegrias.
Às vezes, até parece que deu, mas dali a pouco, você percebe que não deu e tem a impressão que nunca dará. Você acorda e é como se, automaticamente, algum outro ser enfiasse a mão por dentro do seu corpo e te usasse como uma marionete e lá vai você viver uma vida que não gostaria de viver.
Tá tudo tão diferente, confesso. Diferente do que era, diferente do que eu queria, diferente…diferente… Será que algum dia, vai voltar a ser igual? Cadê eu nisso tudo? Cadê aquela força, aquela vontade, aquela sede toda de transformar a vida?
Sei não! Daqui de onde olho…ainda está tudo cinza!

Publicado por: Olga Pessoa | 01/12/2012

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Um ceticismo, umas durezas que eu não tinha antes.

Deixa pra lá.

Publicado por: Olga Pessoa | 01/12/2012

Por um fio!

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Eu sou uma pequena voz em meio a tantas pessoas que sofrem. Deus, eu sei, eu sei, são tantos e maiores os sofrimentos mas, por favor, não deixe de me dar força, me dar força para que pelo menos, ainda que pequena e com vontade de queimar, eu continue ao menos acendendo o meu fogo e fazendo parte da expectativa. Eu sou um fio de esperança, um fio de alegria, um fio de amor.
Publicado por: Olga Pessoa | 01/12/2012

Viva

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…só que dessa não se morre, mas tudo, menos a angústia, não? Quando o mal vem, o peito se torna estreito, e aquele reconhecível cheiro de poeira molhada naquela coisa que antes se chamava alma e agora não é chamada nada. E a falta de esperança na esperança. E conformar-se sem se resignar. Não se confessar a si próprio porque nem se tem mais o quê. Ou se tem e não se pode porque as palavras não viriam. Não ser o que realmente se é, e não se sabe o que realmente se é, só se sabe que não se está sendo. E então vem o desamparo de se estar vivo. Estou falando da angústia mesmo, do mal. Porque alguma angústia faz parte: O que é vivo, por ser vivo, se contrai.
– Clarice Lispector in Angina Pectoris da Alma pertencente a obra “A Descoberta do Mundo”
Publicado por: Olga Pessoa | 28/11/2012

Coisas de uma garotinha...

“Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia
lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora
desencantada…”

 

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Publicado por: Olga Pessoa | 28/11/2012

Coisas de uma garotinha...


Caio, não preciso nem dizer que é mais um que psicografa minha alma!
"Vezenquando" parece que fui eu quem escrevi!

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Publicado por: Olga Pessoa | 28/11/2012

Coisas de uma garotinha...

… Mas quem disse que a gente precisa ser sempre feliz? Isso é bobagem. Como Vinícius cantou “é melhor viver do que ser feliz”. Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la…

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