Publicado por: Olga Pessoa | 28/05/2012

E eu senti sua falta nos primeiros dias, e depois senti falta de como eu era de quando estava com você, e depois senti falta de sentir sua falta, até que chegou um momento em que eu não sentia mais nada. E ainda que vazios existam para serem preenchidos, o meu continua aqui, intacto, sem pressa para deixar de sê-lo, sem chance de ser ignorado. Eu sigo assim, me distraindo para não topar comigo mesmo, na esperança de um dia me encontrar numa melhor ou num passado qualquer.

Luan Emilio Faustino
Publicado por: Olga Pessoa | 28/05/2012

Estado Civil

Mamãe passou açúcar em mim! 

Publicado por: Olga Pessoa | 27/05/2012

Ausências, presentes em todo lugar!

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades…

Sinto saudades de amigos  que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais  falei ou cruzei…

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser…

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro… Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito  que eu penso que vai ser…

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências…

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente,como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que…não sei onde…para resgatar alguma coisa  que nem sei o que é e nem onde perdi…

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades Em japonês, em russo, em italiano, em inglês… mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar  sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… para contar dinheiro… fazer amor… declarar sentimentos fortes… seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzirsaudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades…

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos  ao longo da nossa existência…

Publicado por: Olga Pessoa | 25/05/2012

Pouco provável!

Mas desde que ganhei meu PhD em desilusão amorosa, aos 35 anos, tenho me divertido como nunca. Ai, que maravilha arrebentar o mito do Amor Eterno! Me associei ao Zé Simão na campanha “sem medo de ser biscate”, e assim vou indo, até que algum Richard Burton resolva me dar um diamante do tamanho do Ritz (o hotel, não o bar, please). Pouco provável.

Caio Fernando Abreu. Carta a José Márcio Penido.

Publicado por: Olga Pessoa | 25/05/2012

Cuidado!

 

Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro O Verdadeiro Amor. Cuidado comigo: um dia encontro.

Caio Fernando Abreu. Dama da noite, in: Os dragões não conhecem o paraíso

Publicado por: Olga Pessoa | 25/05/2012

E não sei o que dizer, Zézinho, não tô bem. Isso é uma coisa que eu posso dizer, tendo certeza dela. Mas é também uma coisa pela qual você não pode fazer nada, e de pouco adianta eu dizer. Ô, Zé, ando tão desorientado, já faz tempo. E me escondo, e não procuro ninguém, e fico mastigando a minha desorientação.

(Caio Fernando Abreu, carta a José Márcio Penido)

Publicado por: Olga Pessoa | 25/05/2012

Mas eu consigo!

Porque de alguma forma, real ou metafórica, não importa, estou ganhando este jogo de dez a zero, Jacqueline. Dá um trabalho do cão ser herói todo dia.

Caio Fernando Abreu, carta a Jaqueline Cantore

Publicado por: Olga Pessoa | 24/05/2012

Eu não tenho muitas definições a meu respeito; apenas respeito a dor de cada hora,
 a esperança de cada momento. 
E, se isso me define, então sou a dor que sabe esperar.
 Pe. Fábio de Melo, Mulheres de Aço e de Flores
Publicado por: Olga Pessoa | 24/05/2012

“Veja por este ângulo: a espera se justifica por você ser tão especialzinha e única, feito uma flor bonita em encostas arenosas. Confia em mim, ele vai te encontrar. Mas siga sua intuição, não perca tempo e beleza com rapazes feitos para outras garotas. Só pelo andar da carruagem você já sabe quem vem dentro.”

Gabito Nunes

Publicado por: Olga Pessoa | 20/05/2012

Chuva…chuva…chuva…

Esse frio faz a gente ter saudade de cada coisa besta.

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